Conflito entre Israel e Palestina.
O principal confronto entre palestinos e israelitas se dá em
torno da soberania e do poder sobre terras que envolvem complexas e antigas
questões históricas, religiosas e culturais. Tanto árabes quanto judeus
reivindicam a posse de territórios nos quais se encontram seus monumentos mais
sagrados. A ONU ofereceu aos dois lados a possibilidade de dividir a região
entre palestinos e israelenses; estes deteriam 55% da área, 60% composta pelo
deserto do Neguev. A Palestina resistiu e se recusou a aceitar a presença de um
povo não árabe neste território.
Com a ascensão do Hamas, grupo de fundamentalistas que
se recusa a aceitar o Estado de Israel, ao Parlamento Palestino, qualquer
tentativa de negociação da paz se torna inviável.
Atualmente, a maior parte dos palestinos e israelenses
concordam que a Cisjordânia e a faixa de Gaza devem constituir o Estado
Palestino; e o Hamas e o Fatah uniram-se para a instauração de um
governo de coalizão, à custa de muito sangue palestino derramado, mas esse
passo ainda não foi suficiente para instalar a Palestina de volta nas mesas de
negociação.
No momento, as relações entre os governos israelense e
palestino estão tensas. No final de abril, os líderes do Hamas e do Fatah
anunciaram um governo de unidade nas regiões autônomas palestinas. Em 2 de
junho de 2014, o presidente palestino, Mahmoud Abbas, empossou o novo governo
de unidade.